Publicado por: Eduardo Gadotti | Outubro 5, 2009

Esperança

A esperança no povo, a esperança no amanhã
no ontem, em hoje, no agora. Esperança.
O verde que o representa, o verde que berra.
O mesmo que tanto pede socorro ainda tem esperança.

A última que morre ainda esta viva?
Viva é esperança que tenho que ela não esteja morta.
Torço que ela não esteja morta dentro de mim, de você.
A que luta contra a extinção é a que mantém nossa razão.

Nossa razão de viver, de manter e de ser.
Fico aflito em ver sua extinção.
Como posso aceita-la? Não posso.
Preciso plantar novas mudas de esperança.

Sempre podemos mudar o que não está bom.
“Deveríamos” ser a mudança que queremos ver.

Publicado por: Eduardo Gadotti | Setembro 25, 2009

Looping

Conquistadores:
Acabamos de descobrir um novo continente chamado X.
Sobrevoamos a área, mapeamos e realizamos contato com os nativos.
Usamos máscaras para evitar contágio e chamamos esta terra de X pelo formato de sua terra.

Conquistados:
Hoje fizemos contato com nossos deuses, vieram em barcos voadores com asas.
Cortam o céu em bolas de fogo e lançam trovões.
Possuem formas estranhas e parecem ser todos iguais.
Disseram que nossa terra se chama X e que um dia voltariam para nos levar daqui.

Em outra época:
Estão destruindo a Terra, chuvas de bombas atômicas por todo o planeta.

Em outra época muito distante:
Nova descoberta arqueológica importante.
Encontrado vestígios de uma estátua da época do Homo sapiens sapiens.
Parece ser para a veneração de algum Deus. Segura uma tocha na mão direita.
Possivelmente algum Deus do fogo.

——-
As vezes nossa história pode ser contada em um eterno “looping”.
Nem sempre o que parece é o que é.

Publicado por: Eduardo Gadotti | Julho 27, 2009

Como viemos a ser o que somos?

Nossa cultura nos faz pensar que a humanidade tem apenas 2.000 anos.
Quando na verdade, na escala evolutiva do homem estes 2.000 não representam praticamente nada.
Seria igual a comparar um segundo passado em 365 dias do ano.

E porque somos especiais? Porque somos diferentes de todas as gerações anteriores?
Não é porque descobrimos a pólvora, mandamos homens ao espaço ou tão pouco porque conseguimos visualizar células vivas através de microscópios.
Somos especiais infelizmente porque em apenas quatro décadas conseguimos transformar o mundo de tal maneira que centenas de milhares de anos de vivência humana neste planeta não conseguiu.

Estamos a caminho da beira da destruição e é só uma questão de tempo, pouco tempo.
Queremos nos tornar deuses, capazes de controlar todo o nosso meio ambiente,
Quem deve morrer ou quem deve viver. Mas somos imperfeitos e péssimos nesta tarefa.
Nossa cultura diz que está tudo bem e que as coisas irão se ajeitar, mas não irá.

Fomos capazes de abdicar centenas de milhares de acumulo de sabedoria de como viver de nossos ancestrais.
Sempre olhando para cima para procurar alguma resposta, quando na verdade a resposta está atrás de nós.
Basta olha para trás e ver como vivíamos sem destruir tudo ao nosso redor.

Estamos obrigados a viver numa prisão criada pela nossa cultura.
A mesma cultura que diz que não há outra maneira de se viver.
Tudo que precisamos está aqui é só estender a mão.

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